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O bem-estar e as medidas preventivas para manutenção de uma vida saudável se refletem na mudança de hábitos alimentares e consumo de produtos efetivos à longo prazo. Sabemos que a saúde que desejamos no futuro depende de como cuidamos do nosso corpo no dia a dia, hoje.

Isto contribui com o avanço das pesquisas por alimentos e ingredientes seguros e efetivos, que nos tragam benefícios não só estéticos como mantenham nossa qualidade de vida como um todo.

Podemos chamar de alimentos funcionais aqueles que contêm um ou mais ingredientes com propriedades terapêuticas, como fibras alimentares, oligossacarídeos, carotenoides, proteínas, peptídeos, prebióticos, probióticos, simbióticos, fitoquímicos, ácidos graxos poli-insaturados entre outro.

O que é o colágeno e qual sua função?

O colágeno é a proteína mais abundante em nosso corpo, representando 25% de todas as proteínas corporais. Está presente em ossos, tendões, cartilagens, veias, pele, dentes e músculos, e tem como função suportar altas forças de tensão nestes locais, mantendo a forma e impedindo a deformação dos tecidos.

Por que suplementar?

É sabido que a ingestão de proteínas é importante para a formação e manutenção de nosso corpo, sendo o colágeno a proteína de maior valor biológico.

Para a síntese de colágeno nosso organismo utiliza vários aminoácidos, mas alguns deste -chamados aminoácidos essenciais- nosso organismo não é capaz de produzir, sendo necessário obtê-los através de alimentos ou suplementação.

Como processo natural do envelhecimento, a produção de colágeno pelo nosso organismo após a adolescência diminui, chegando a 1% menos a cada ano, a partir dos 30 anos. E aos 50 anos podemos ter apenas 35% do colágeno necessário para regenerar a pele, os ossos, os discos intervertebrais, os músculos, os tendões, as cartilagens, as articulações.

Com o avanço da cultura de manter nosso corpo saudável, com medidas preventivas a longo prazo, o aumento do consumo de colágeno vem se consolidando.

Quais os benefícios da suplementação?

Quando consumimos regularmente o colágeno, na sua forma hidrolisada, colaboramos para sua formação, tendo como resultado:

  • pele: elasticidade, hidratação, redução de rugas
  • cabelo e unha: resistência e brilho
  • músculo: redução da sarcopenia (perda de massa muscular)
  • ossos: resistência e menor degradação
  • tendões e articulações: redução de dor

É importante ressaltar que ao ser digerido o colágeno é quebrado, absorvido e distribuído pelo organismo através da corrente sanguínea, fornecendo os aminoácidos necessários para a construção de novos colágenos, de acordo com o tipo e necessidade de nosso organismo. Diferente do que se pensa, ele não é absorvido e diretamente posicionado nos locais onde há o colágeno que ingerimos em nosso corpo. O colágeno que ingerimos fornece matéria-prima para nosso corpo formar suas próprias e novas fibras de colágeno. É importante lembrar, que para construção de novo colágeno são necessários alguns elementos como vitamina C e Zinco, e elementos que reforcem sua estrutura, como silício.

Quais as fontes de colágeno?

As fontes mais comuns de colágeno são de origem bovina e suína, por se assemelharem ao colágeno humano. Mas também, pode ser obtido de peixe e aves.

Quais são os tipos de colágeno que produzimos?

Produzimos 28 tipos diferentes de colágenos, de acordo com a local onde é produzido, sendo a maioria do tipo I e III, mas sem esquecer da importância do colágeno tipo II.

As principais células responsáveis pela produção de colágeno no nosso organismo são chamadas fibroblastos. Porém, há outras células responsáveis pela síntese de colágeno. Ex:

Colágeno Tipo I

É o tipo mais abundante em nosso corpo, geralmente são encontrados em locais que resistem a grandes tensões como, por exemplo, nos tendões, derme da pele, nos ossos e até mesmo na córnea.

Colágeno Tipo II

Esse tipo de colágeno é encontrado em locais que resiste a grandes pressões, como, por exemplo, cartilagem elástica e hialina, discos intervertebrais e olhos.

Colágeno Tipo III

Abundante no tecido conjuntivo frouxo, é encontrado na artéria aorta do coração, nos pulmões, nos músculos dos intestinos, fígado, no útero.

Como o colágeno é absorvido?

Para que o colágeno tenha uma melhor absorção, ele precisa ser quebrado em tamanho menores. Para isto, ele sofre hidrólise – processo onde ocorre à quebra da molécula de colágeno pela água-, transformando-o em moléculas menores. O colágeno resultante chamamos de colágeno hidrolisado.

É importante lembrar que para qualquer alimento ou suplemento, alguns fatores influenciam na absorção destes, como mastigação, ingestão de líquidos durante a refeição, comer rápido, estresse, equilíbrio entre as bactérias do sistema digestório, e a integridade funcional do intestino.

Quais as formas de colágeno hidrolisado nos suplementos?

Como suplemento, encontramos em 3 formas de colágeno com maior frequência. O que os diferenciam é a forma como são extraídos e processados, melhorando a absorção e desta forma ser melhor aproveitado por algumas regiões do corpo:

Colágeno hidrolisado: pode ser obtido por extração com água em temperatura elevada, ou através de enzimas, quebrando as moléculas de proteínas do colágeno, facilitando sua absorção.

Peptídeos de colágenos hidrolisados: na sua maioria são do tipo I e III. Quando quebramos o colágeno já hidrolisado em porções menores ainda, por processo enzimático controlado, contendo de 2 ou mais aminoácidos, formamos os peptídeos de colágeno hidrolisado, chegando até 90% a absorção deste.

Colágeno hidrolisado não desnaturado tipo II: seu processo de obtenção, geralmente extraído de frango, não utiliza altas temperaturas nem enzimas, para garantir que não haja alterações moleculares no colágeno. Sua ação no organismo não é de fornecer aminoácidos para construção de novo colágeno e sim sinalizar as articulações que elas não devem degradar seu colágeno II (60% do colágeno presente nas articulações).

Antiage – Colágeno hidrolizado tipo I, II, III | BioMolecular Center
Antiage – Colágeno hidrolisado tipo I, II e III

Qual a diferença de colágeno e gelatina?

A gelatina também é um colágeno de origem animal, porém não hidrolisado. Tem como função principal dar consistência aos alimentos, como em gomas, geleias, sopas e molhos, mas oferece outras funções. Exemplos: estabiliza laticínios, espessa sorvetes, clarifica bebidas, enriquece barras proteicas com proteínas de alto valor, intensifica sabor e cor, conserva o aroma de peixes e carnes nos alimentos.

Já o colágeno hidrolisado não gelifica e dissolve-se rapidamente na água.

Desta forma, para se ter o mesmo efeito do colágeno hidrolisado é necessário consumir uma quantidade muito maior de gelatina.

Existe gelatina vegana?

Não como fonte de proteína ou aminoácidos. Mas para quem deseja dar consistência, pode ser substituida por ágar-ágar, também conhecido como agarose ou gelose, extraída de algumas espécies de algas vermelhas (Gelidium cartilagineum), que forma um gel espesso.

Existe colágeno vegano?

Não, mas pode-se suplementar com precursores de colágeno: substâncias que nosso organismo utiliza para formação de colágeno, como aminoácidos, vitaminas e minerais, além de outras que possam contribuir para produção endógena de colágeno. Ex: para pele, suplementar com ácido hialurônico, antioxidantes, zinco e silício.

Qual a dosagem/ingestão ideal de colágeno?

Varia de acordo com o tipo de colágeno (bioativo ou não bioativo) e direcionamento, principalmente quando for peptídeo para a saúde de determinada região (pele, unha, articulações, músculos, osso), podendo ser tão pequenas como 40mg/dia como no caso do colágeno hidrolisado tipo II não desnaturado, ou até 15g /dia como no caso do colágeno hidrolisado direcionado para massa  muscular.

Há estudos sobre a suplementação com colágeno?

O colágeno é um alimento funcional, estudado a mais de 20 anos, e conhecido como uma fonte bem estabelecida de peptídeos funcionais com atividade biológica e funções fisiológicas, com um impacto positivo na saúde.

Numerosos estudos mostraram uma melhora na elasticidade da pele, recuperação de tecido cartilaginoso perdido, redução da dor nas articulações relacionadas à atividade, tendões e ligamentos fortalecidos, aumento de massa corporal em homens idosos e mulheres na pré-menopausa e aumento de densidade mineral óssea em mulheres na pós-menopausa.

Os benefícios são explicados pela capacidade dos peptídeos de colágeno bioativo de regular positivamente a síntese de proteínas, por estimular as células ao mesmo tempo que fornecem blocos de construção com aminoácidos específicos para formação dos diferentes tipos de colágenos do nosso corpo.

Informações adicionais:

Produzido naturalmente pelo organismo, as fibras de colágeno são produtos polimerizados de moléculas precursoras que são secretadas por várias células como fibroblastos, osteoblastos, condroblastos, miofibroblastos e odontoblastos entre outras. Por isso é tão importante para o organismo, pois fornece sustentação estrutural para tecidos, cartilagens, órgãos, ossos, entre outros. É um exemplo claro de relacionamento entre estrutura proteica e função biológica, pois fornece resistência e elasticidade nas estruturas anatômicas na qual está presente.

Durante a juventude representa até 1/3 de toda a estrutura óssea, dérmica e muscular, e representa 6% do peso seco total do nosso corpo.

Os 28 tipos de colágeno que produzimos envolvem 42 genes que codificam as cadeias de colágeno.

Os aminoácidos que compõe o colágeno em maior quantidade são: hidroxiprolina, ácido aspártico, treonina, serina, ácido glutâmico, prolina, glicina, alanina, valina, metionina, isoleucina, leucina, tirosina, fenilalanina, hidroxilisina, lisina, histidina, arginina. A ausência (triptofano) ou baixa quantidade de aminoácidos essenciais (histidina, metionina e tirosina), faz com que o colágeno seja considerado uma fonte proteica pobre para a dieta humana. Os aminoácidos essenciais não são sintetizados pelo corpo humano, e são obtidos através dos alimentos.

A molécula de colágeno é composta por associação de três cadeias de aminoácidos, presos como elos, que se entrelaçam entre si formando uma tripla hélice; essa estrutura formada pelas três cadeias polipeptídicas, é chamada de tropocolágeno. A formação dessa estrutura estável nos tecidos, só é conseguida pela hidroxilação do aminoácido prolina pela enzima proli-hidroxilase, que forma a hidroxiprolina na cadeia do colágeno. Esta ação é dependente da vitamina C.

Como escolho o melhor colágeno?

Agora que você adquiriu essas informações, fica fácil entender que os colágenos não são todos iguais e que são um importante suporte na manutenção da saúde.

Para acertar na escolha entre os diferentes tipos de colágeno, é importante você saber qual benefício quer atingir.

No Ao Pharmacêutico manipulamos colágenos em dosagens necessárias para atingir os efeitos desejados e de acordo com os estudos realizados, na forma de cápsulas, gomas e em pó (para ser misturado à água, sucos, shakes ou iogurte).

Ao Pharmacêutico, sempre em busca de soluções para você!

Lenir Yago

Farmacêutica e Diretora do Ao Pharmacêutico-Campinas